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Televisão + Cinema + Música

CD novo do Maroon 5, singles novos da Tristan Prettyman, A Fazenda 5, The Glee Project, Universidade Monstros, a volta do Brinquedo Assassino e muito mais no podcast mais tchu tchou rock n roll da história!

Resenha: Sombras da Noite, novo filme do Tim Burton

Nosso novo colaborador resolveu ir ao cinema e conferir o novo filme do Tim Burton. Quer saber no que resultou essa aventura e o que ele achou do filme? Clique e leia!

CINEMA: I'll be back!

O Exterminador do Futuro está de volta, e com Arnold Schwarzenegger em nova sequência da saga cinematográfica. Para ler mais detalhes, clique aqui.

VÍDEO: Call me... crazy?

A música Call Me Maybe da canadense Carly Rae Jepsen está fazendo o maior sucesso e já ganhou mil paródias. Separamos uma bem engraçada pra você, assista!

15/12/2011

Lana Del Rey, a nova queridinha da música, lança o clipe de Born to Die

A dona da boca mais falada do momento acaba de lançar seu primeiro clipe oficial. Estou falando de Lana Del Rey e seu melancólico Born to Die. No clipe, ela aparece linda em uma igreja, sentada entre dois tigres, vive um amor platônico e, no final... bem. O final eu deixo pra vocês mesmos conferirem senão perde a graça:


Estourada na cena indie, Lana é a mais nova queridinha do mercado musical. Já lançou dois singles (Blue Jeans e Video Games) e esse é seu primeiro clipe oficial.

Vocês ainda vão ouvir muito falar da moça, esperem só quando "Adelezarem" a coitada... O álbum Born to Die sai em janeiro e todas hipster corre pra comprar.

Adele tem uma irmã gêmea!

Assistam o vídeo abaixo e conheçam Michelle, a irmã gêmea da Adele que interpretou a cantora nas filmagens de seu novo clipe, Set Fire to the Rain, quando ela precisou fazer uma cirurgia em suas cordas vocais:

Brincadeirinha, gente. Adele não tem irmã gêmea coisa nenhuma! Essa é a Michelle Meredith, sósia da cantora britânica que estrela o clipe feito pelo diretor Andrew Vallentine. No vídeo, um homem tenta lutar contra sua sexualidade, enquanto a garota apaixonada por ele, luta pra conseguir manter tudo o que achava saber, ao mesmo tempo que tudo desaba diante dela.

Michelle é atriz, nasceu em Michigan e já fez inúmeras peças e musicais famosos. Também atou em Hung da HBO. Em seu canal no YouTube, ela aparece em um vídeo no qual mostra como faz para se transformar na Adele. Rola queixo furado e tudo! O resultado é este da foto:

Quem é Adele e quem é Meredith?

E aí, achou as duas parecidas? Responde aí pra gente nos comentários.

Plim! Plim! - O Melhor da TV nacional (parte 4)

Pra hoje vamos para dois dos meus programas prediletos de todos que já passaram pela telinha da nossa TV aberta! Eles têm personagens elaboradérrimos, roteiros espetaculares e direção belíssima.

Queridos Amigos é um tapa na cara da sociedade, com luva de pelica, mas uma pelica tão fina que só o que deu pra sentir foi o relevo da palma da mão. É baseado num livro de Maria Adelaide Amaral, chamado Aos Meus Amigos, escrito em 1992 e adaptado para a televisão pela mesma autora.
Livro que inspirou a série.
Traz, em 2008, para a tevê um roteiro, de certa forma, simples, que segue uma tendência muito presente em várias produções da Globo na década de 2000: fatos da época da ditadura militar. Queridos Amigos conta a história de um grupo de amigos que, após anos, se reencontram. Obviamente, todos estão muito diferentes. Mais obviamente ainda, existem romances antigos e conflitos não resolvidos. Para não parar de ser óbvio, existem pessoas diferentes no grupo que não são exatamente aceitas pelo restante dele.

A reunião é culpa de Léo, personagem de Dan Stulbach, que, por um sonho e por causa de uma doença terminal, resolve reunir todos de novo. Léo, um homem muitíssimo culto, quer transformar sua morte numa obra de arte. Após essa reunião, feridas do passado se reabrem e coisas novas são descobertas. Problemas pendentes precisam ser resolvidos.



A atenção da produção com cada detalhe da cenografia, figurino e adereços reforça a credibilidade da minissérie. A produção revisou como eram até as faixas de pedestres e os orelhões de São Paulo em 1989.

A graça de Queridos Amigos está em seus personagens muito bem elaborados e complexos. O fato de ser uma fatia de uma história muito maior transforma seu roteiro, simples, em algo belo e intrigante, com muita coisa para trás que vai, aos poucos, sendo contado, e encantando e atraindo o telespectador. A caracterização foi toda pensada de acordo com o perfil desses complexos personagens.

 

O elenco, nem precisa falar, né? Para personagens tão elaborados, atores magníficos. Dan Stulbach, Deborah Bloch, Denise Fraga, Bruno Garcia, Matheus Nachtergaele, Guilherme Weber, e as revelações de Mayana Nunes, como a modelo trintona Karina e Odilon Esteves, no papel da travesti Cínthia – que deu um espetáculo, diga-se de passagem. Ainda teve as participações de Aracy Balabanian, Nathália Timberg, Juca de Oliveira e Fernanda Montenegro.

Queridos Amigos virou um amigo íntimo, com ensinamentos vindos de personagens fantásticos, com trilha maravilhosa, que entrou na nossa casa e, 25 capítulos depois, deixou saudade.

Com direção de Denise Saraceni, Maria Adelaide Amaral deu um show nesse aí!



E a segunda série do dia...

Com muito som e muita fúria, Fernando Meirelles enche nossos olhos e explode nossos cérebros com atuações espetaculares em uma minissérie com 12 episódios que nada mais é que uma saga do amor ao teatro.


Nem precisa explicar por que eu amo, não é? Teatro na televisão! Mais exatamente os bastidores do teatro; o processo de produção teatral transportado para a tevê.

Enquanto a série que inspirou Som & FúriaSlings and Arrows – tem seu título vindo do clássico “Ser ou não ser”, de Hamlet, a versão brazuca, feita em co-produção com a O2 Filmes, tem seu título de um trecho de Rei Lear. Nem na apresentação mais fiel ao texto de Romeu e Julieta, Sheakspeare não esteve tão presente.

O elenco de Som & Fúria, com a direção que teve, poderia ser mais irrelevante, mas ainda assim, Andréa Beltrão, Felipe Camargo, Pedro Paulo Rangel, Maria Flor, Daniel de Oliveira, Débora Falabella e Leonardo Miggiorin dão show! Destaque especial para a Andréa, na fala do Salgueiro, quando ela descreve a morte da Ofélia; para Daniel de Oliveira nas cenas do “se manda pro convento” e, claro, o clássico “Ser ou Não Ser” de Hamlet; Débora Falabella e Miggiorin na cena do balcão de Romeu e Julieta; e Fábio Nassar, que fez uma breve participação, mas uma belíssima atuação, na cena de Rei Lear em que o rei sabe da morte da rainha.

A intervenção do diretor da história, personagem de Felipe Camargo, e do diretor da minissérie, Fernando Meirelles, e o resultado final dessas cenas, em comparação com o que imaginamos que poderiam ser, demonstram o valor de uma direção bem conduzida; a diferença que ela pode fazer.



A história é outra coisa que pouco importa. Com a morte do diretor do Teatro Municipal (Pedro Paulo Rangel), um ator que havia abandonado os palcos no meio de uma apresentação de Hamlet, quando teve um surto psicótico, volta para dar continuidade no trabalho do falecido diretor. Como atriz principal do grupo, temos a personagem da Andréa Beltrão que sofre com a sonegação ignorância sobre os impostos que deveria ter pagado e as altas dívidas que acumulou com o fisco.


Som & Fúria é uma injeção de pura arte, direto no coração de quem é apaixonado por cênicas. Pena que não agradou o público em geral, somente os mais entendidos do assunto, e não ganhou a tão especulada segunda temporada.


E para ZORRA TOTAL do dia, aquele programa do qual não vamos falar nada por que não queremos perder tempo com ele, temos...



Os Mutantes da Record é uma das maiores vergonhas alheias da TV nacional.

Brinquedinho para os whovians de plantão

Povo geek desta galáxia, podem parar de procurar o presente perfeito de Natal. O Pop Loaded tem a solução para seus problemas. Depois do que te mostraremos aqui, nada mais terá graça para você.

Inventaram um xadrez de Doctor Who, isso mesmo, a badalada série inglesa ganhou mais uma homenagem. O jogo de xadrez em questão foi criado por EldalinSkywalker e, infelizmente, é uma peça única e, mais infelizmente ainda, para você que já estava com o cartão de crédito coçando, não está à venda.

Segundo o Blog de Brinquedo, o tabuleiro tem 31cm de largura x 31 cm de comprimento e é composto por 32 peças,  divididas entre o lado do bem e o lado do mal. Temos Doctor e River Song como rei e rainha do lado dos mocinhos, já do lado dos vilões, ficamos com Master e Lady Cassandra. Oods são os bispos do bem, enquanto os do mal são Cybermen. Os cavalos são o Capitão Jack Harkness e a Face de Boe do lado bom, já no lado ruim são Judoon e Sontaran. A nave TARDIS, como não poderia deixar de ser, são as torres do lado do bem e os Weeping Angels ficam do lado do mal. Baby Adipose e os Daleks são os peões do lado do bem e do lado do mal, respectivamente.

Tenho certeza que se estivesse à venda, o Doctor Who Custom Chess Set sempre estaria esgotado.

14/12/2011

Plim! Plim! - O Melhor da TV nacional (parte 3)

Hoje é o terceiro dia do nosso especial, e se você não tá entendendo nada, confira aqui as partes um e dois. Vamos continuar, cremosas?

O Quinto dos Infernos tinha o Marcos Pasquim.

Ainda assim, O Quintos dos Infernos, MESMO com o Marcos Pasquim e toda aquela apelação sexual homoerótica com ele seminu a série inteira, que a gente odeia (COF! COF!), foi uma série memorável que marcou a nossa telinha.

Contando de forma bem humorada os bastidores da Independência do Brasil – uma forma de ironização de estórias vindas dos roteiros de teatro dos ano 80-90, e que acabou ficando tão cansativa e caricata que ninguém aguenta mais –, O Quinto dos Infernos transformou a corte de Dom Pedro I num inferninho, justificado especialmente pelo caricato e ninfomaníaco personagem dele, do mito, Marcos Pasquim.

Delícia! Delícia! Assim você me mata!
O Pedro da história, conta o mito, tinha priapismo (uma condição de saúde que não permite o amolecimento do pênis, após ereto) além da fama de sex-addicted. O Pedro de O Quinto é a caricatura mais forçosa disso, herdando essa condição de sua mãe, Carlota Joaquina, uma espanhola caliente que não perde tempo e tem prazer leviano a todo instante, adúltera, sem se preocupar com os sentimentos do marido.

Uma patacoada só!

O Quinto dos Infernos foi exibido no ano de 2002, com 48 episódios de 40 minutos, roteiro de Carlos Lombardi (que também escreveu SU-CES-SOS como Kubanacan, Bang Bang, Pé na Jaca e Guerra e Paz), dois desconhecidos e colaboração de Wolf Maya, direção de uns quaisquer aí, direção geral de Wolf Maya e algum desconhecido, direção de núcleo de Wolf Maya... Alguém me explica, o Wolf é passiva ou ativa pro Pasquim e pro Lombardi?


Com divos no elenco como Danielle Winits (HAHAH), Humberto “Já fui o Pasquim” Martins, Betty Lago, José “Comentarista do Oscar” Wilker, Maria Padilha, Caco Ciocler, Luana @sigapiovani, Bruna Lombardi, Eva Wilma, Carolina Ferraz, Lima Duarte, Cláudia “Prudente da Costa” Abreu, e muito mais.

Quinto foi ao ar no tempo certo, um ano mais tarde e teria sido transformado de uma avacalhação bem-vinda em uma mesmice sem fim que ninguém aguenta mais.


A segunda série desse terceiro dia é Presença de Anita.

Uma menina delicada, diabolicamente perturbada, que mexe com a virilidade de um homem mais perturbado ainda. Esta é Anita, de Presença de Anita. A personagem erotizada da estreante Mel Lisboa, criada por Mário Donato, brinca com o imaginário masculino de um José Mayer fraco para a levianidade e para a luxúria.

Para os fãs de Nabokov, é impossível não recordar da safada Lolita; Lô, pela manhã, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete; Lola ao vestir os jeans desbotados; Dolly, na escola; Dolores, sobre a linha pontilhada; mas nos braços de Humbert Humbert, sempre foi e sempre será Lolita.

Lolita... Anita. Talvez até o nome seja proposital.



Anita, embalada pela trilha romântica, na voz de Maysa, Ne Me Quitte Pas (“Não me Abandone”, em tradução livre), brinca consigo mesma em uma casa de bonecas. Uma menina que acredita que o destino impera em sua vida. Não podendo escolher seu destino, decide viver sua vida até as últimas consequências.


Se por um lado, Nando, o personagem de Mayer, quer escrever um romance e vê em Anita a inspiração ideal, na casa da frente, Zezinho (Miggiorin) descobre na menina leviana sua primeira paixão. Diante de uma estória tão encantadora, o resto do elenco faz-se dispensável.


Em 18 episódios, Manoel Carlos, adaptando o romance de Mário Donato, e Ricardo Waddington na direção, deixam em nós a vontade de que Anita esteja presente em nossa memória e em nossas casas para sempre.


Especial - ZORRA TOTAL DO DIA!

Ontem tivemos a Escolinha do Gugu, e quem vem nos envergonhar hoje éééé....


Por que, se ninguém aguenta Zorra Total, imagina um spin-off.

Até amanhã. ;)