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Televisão + Cinema + Música

CD novo do Maroon 5, singles novos da Tristan Prettyman, A Fazenda 5, The Glee Project, Universidade Monstros, a volta do Brinquedo Assassino e muito mais no podcast mais tchu tchou rock n roll da história!

Resenha: Sombras da Noite, novo filme do Tim Burton

Nosso novo colaborador resolveu ir ao cinema e conferir o novo filme do Tim Burton. Quer saber no que resultou essa aventura e o que ele achou do filme? Clique e leia!

CINEMA: I'll be back!

O Exterminador do Futuro está de volta, e com Arnold Schwarzenegger em nova sequência da saga cinematográfica. Para ler mais detalhes, clique aqui.

VÍDEO: Call me... crazy?

A música Call Me Maybe da canadense Carly Rae Jepsen está fazendo o maior sucesso e já ganhou mil paródias. Separamos uma bem engraçada pra você, assista!

Mostrando postagens com marcador Globo. Mostrar todas as postagens
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05/03/2012

Balanço final de A Vida da Gente


E é com tristeza no coração que eu digo que uma de minhas novelas favoritas de todos os tempos, A Vida da Gente, chegou ao fim. E eu ia apenas atualizar o post de sexta-feira com minhas impressões do final da história, mas, entusiasta que sou desta obra, não consegui ser sucinta e tive que recorrer à um post novo.

Como foi o final? Lindo e realista - até o ponto que uma novela pode vir a ser realista - como todo o resto da história. Pudemos ver a vida dessas pessoas que foram nossos amigos - e às vezes até parentes - tomando um rumo que nos leva a acreditar que viverão seu - ilusório - felizes para sempre.

Mas o segredo da felicidade, ao se assistir uma obra como essa, é se livrar de todo o cinismo e aceitar o belíssimo fim que nos foi apresentado. Então, me deixem ir colocar o cinismo no cabide e logo estarei de volta para contar à vocês minhas impressões sobre tudo o que aconteceu no capítulo de sexta-feira, o fatídico capítulo final.

Me sinto obrigada a começar por minha personagem - e, de quebra, atriz - favorita, Manu (Marjorie linda Estiano). Eu havia falado que Rodrigo não merecia o amor da doceira. Ao repetir estas palavras no twitter, Cristal Bittencourt - a @cristalfb, outra fã de carteirinha da Manu - respondeu que Rodrigo pode até não merecer Manu, mas ela merece tudo o que ela quiser e como o que ela quer é o Rodrigo, eles deveriam acabar juntos. Parei para refletir e cheguei a conclusão que, sim, o final perfeito para a novela é Manu e Rodrigo. Nada de Gabriel. Nada de Ana. Apenas Manuela e Rodrigo.

Para nossa felicidade, foi isso que acabou acontecendo. Ao perceber que poderia perder Manu, Rodrigo aceitou - na verdade, ele percebeu - que o amor de sua vida é a doceira e que Ana, apesar de extremamente importante em sua vida, terá apenas o papel de cunhada e primeiro amor. Já comentei no outro post sobre o talento de Eriberto Leão como ator - é o mesmo que o de um palmito, mas relevemos - e apesar disso, neste último capítulo ele foi capaz de me impressionar. Sua expressão no momento em que Gabriel percebe que não tem espaço na vida de Manu ou quando ele termina o namoro com a mãe de Júlia, foi de partir o coração. Parece que em apenas 1 mês de convívio, Marjorie Estiano conseguiu lhe ensinar uma coisinha ou duas sobre atuação. Ponto para ela!

Já Ana, depois da doença da filha, cresceu e se tornou a adulta que estava destinada a ser. Virou uma treinadora de renome nacional - e, quem sabe, internacional - e assumiu que Lúcio é o homem de sua vida. Isso estava claro desde o início, apenas ela não percebeu. Os olhares cúmplices trocados nos corredores do hospital, na última semana, evidenciavam o fato. E Ana não seria capaz de jogar fora um homem que demonstrasse tanto amor e preocupação por sua pequena - nem tanto - Júlia. Se depois de todo o clima que rolou, eles não ficassem juntos, Lícia Manzo mereceria assumir uma máscara de troll face para o resto de sua vida.

Competente como é, Lícia investiu no romance entre o delicado e amável médico e a tenista/treinadora. Agradou o público - grande parte dele, pelo menos - e agradou os atores. É, agradou os atores. Fernanda Vasconcelos, em um café da manhã com Ana Maria Braga no Mais Você - aquele programa delicioso de todas as manhãs, só que não - revelou que o final da trama foi o final que ela esperava.

Mais um ponto positivo para este final, foi que os personagens perrmaneceram os mesmos e não correram atrás da redenção. Mudanças são possíveis? Sim, elas são. Elas acontecem? Sim, acontecem. Mas nem com todos os seres humanos. Neste ponto, Lícia deu uma jogada de mestre e manteve Eva do mesmo jeito de sempre, seca com Manu - um pouco menos, mas só pelo pedido da filha amada - e extremamente amorosa e fã número 1 de Ana. Marcos continuou sendo o sonhador de sempre e até arranjou uma mulher que acreditasse em tais sonhos - até quando, eu não sei -. O melhor de tudo é que a história dele com Dora se repetiu - você não se lembra que eles se conheceram durante uma aula de natação de Sofia e Olívia? -, sendo assim, sabemos qual vai ser deste romance. Vitória também não foi atrás do amor das filhas, continuou sendo a mesma mulher rigorosa e orgulhosa que começamos a odiar logo no primeiro capítulo da trama.

Para confimar o que eu disse sobre a mudança ser possível, Nanda se tornou responsável, uma mulher de negócios e ainda uma referência materna à Francisco, filho de seu amado Lui. Lourenço, o repelente de crianças, acabou se tornando pai de Tiago, seu filho, fruto de uma negociação com seu irmão, e, de quebra, ganhou Bernardo, o filho de Celina, como mais um de sua prole. Cícero acabou aceitando a relação de sua filha Alice com seu pai biológico e superando todo o ciúme que sentia de Renato. Portanto, certas pessoas conseguem mudar, outras nem tanto.

Todas as metáforas com água, rios e afogamentos levaram a reflexões e nos fizeram lembrar dos dois momentos mais importantes da trama: o momento em que Ana e Rodrigo se assumem apaixonados e tem sua primeira noite - tarde seria mais correto - de amor e o acidente envolvendo Manu, Ana - que acabou em coma - e Júlia, que era apenas um bebê. Como a personagem de Fernanda Vasconcelos disse, um rio foi atravessado e através deste rio, vimos os personagens crescerem e evoluírem. Personagens estes que farão falta, assim como o texto, a fotografia, a direção, enfim, a novela como um todo. Espero que logo possa aparecer uma obra tão boa quanto essa. Enquanto isso não acontece, vou recordando de tudo o que aconteceu com estes seres humanos que acabaram se tornando parte da minha vida.
Um brinde à toda a equipe da novela. Esperamos vê-los em nossa tela logo menos.

02/03/2012

A vida que envolveu a gente


Hoje chega ao fim uma das histórias mais puras e bonitas que já vi, a novela das seis da Rede Globo, A Vida da Gente. Com texto de Lícia Manzo e direção geral de Jayme Monjardim, a história das irmãs Ana e Manuela encantou o público.

Sou suspeita a falar, Marjorie Estiano é uma de minhas atrizes favoritas desde 2006, quando viveu Marina em Páginas da Vida. Mas já como Natasha, em 2004, na Malhação, chamava minha atenção por sua atuação melhor que a da maioria de seus colegas de trama, vide Juliana Didone e Guilherme Berenguer, os mocinhos da trama naquela temporada. E Lícia Manzo tem minha devoção desde Tudo Novo de Novo, o seriado que passava às sextas-feiras à noite na emissora global.

A trama de A Vida da Gente é envolvente, até mesmo nos dois meses de barriga – termo usado para definir aquele momento em que não acontece nada na trama – que tivemos, ela manteve seu público. Pode ser pelo improvável triângulo amoroso, pelos personagens, ou até mesmo pela direção que ela prenda o público. Mas, para mim, o personagem principal da novela é o texto mesmo. Impecável e, de certa maneira, inovador, já que mostra uma vida mais real que as outras telenovelas. Não há um vilão caricato ou um mocinho sofredor que só alcança a felicidade eterna – que é uma utopia – no último capítulo.

Lícia nos apresenta personagens humanos, que erram e acertam, assim como nós também fazemos em nossa vida. Claro que tem aqueles personagens que erram muito mais que os outros, mas isso é apenas o reflexo de más escolhas. Até Eva e Vitória, que são consideradas vilãs, tem seus motivos para agirem do modo que fazem.

Também pôde se perceber, ao longo da novela, que essa é uma história predominantemente feminina, já que as mulheres parecem ser o centro gravitacional dos homens que estão na trama. Eles são meros coadjuvantes nas histórias apresentadas. Até mesmo Rodrigo, o eterno indeciso, perde o posto de protagonista para a Ana e Manuela e fica apenas no segundo plano.

Não há como duvidar que a história comoveu, tanto que torcidas divididas entre as irmãs se formaram. Na hora da novela, é só entrar no Twitter e ver o modo como a trama mobiliza as pessoas, principalmente o #TeamAna e o #TeamManu. E há discussões e até mesmo brigas entre ambas torcidas. O #TeamManu – sou #TeamManu para sempre S2 – diz que Ana, após acordar do coma, continua agindo como a adolescente que era antes do acidente. Já o #TeamAna – aqueles 53 dentes na boca dela me assustam – diz que Manu não tinha o direito de roubar a vida da tenista.

Foram incontáveis as belas – e comoventes – cenas que já tivemos na novela. Mas em uma pequena lista, assim, de cabeça, me lembro do momento em que Ana e Rodrigo se declararam e começaram a namorar em uma viagem, ainda no primeiro e segundo capítulos; o acidente que as irmãs sofreram e ocasionou o coma de Ana; Eva expulsando Manu de casa por ter contado a verdade sobre Julia à Rodrigo; a declaração de Rodrigo à Manu; o momento em que Ana acordou; o cinema que Seu Laudelino fechou para reconquistar Dona Iná; o épico embate entre as irmãs; Julia descobrindo que a mãe Manu seria seu “remedinho” e o momento em que Ana e Manu fazem as pazes.

Como fã e parte integrante do #TeamManu, espero, realmente, que Ana fique com Rodrigo, ele, com sua eterna indecisão e falta de amor próprio, não merece a confeiteira e deve se contentar com a tenista. Manu merece um homem de verdade e, até agora, Gabriel tem mostrado ser este homem, apesar de todas as deficiências de Eriberto Leão como ator. Julia deve continuar sendo divida pelas duas mães e pai, afinal, apesar da falta de laços biológicos, Manu é mãe da criança. Como dizem, e como mostra a discussão abordada através da personagem Alice, pai/mãe é quem cria. E, nesse ponto, Julia foi muito sortuda, tem o amor de três excelentes pessoas.

Espero que o motivo do ódio descontrolado de Eva por Manu seja explicado, afinal, existe algo aí. É impossível que uma mãe ame tanto uma filha e despreze com o mesmo fervor a outra. E que Vitória quebre logo a cara com Mariano e perceba que, apesar de ser mala e encostado, Marcos não era a péssima pessoa que ela acreditava ser.

Lícia Manzo e toda a produção da novela estão de parabéns pelo excelente trabalho. Espero que eles apareçam em minha televisão logo, logo.

15/02/2012

Globo libera exibição de beijo gay na segunda temporada de Glee

Você. Bichinha pobre, que parcelou a TekPix em 80 vezes de 15 reais com mais 12 trimestrais de duzentas Dilmas; você que usa a internet mobile pré-paga nojenta da TIM naquele modem 3G que seu primo rico e gostoso arranjou pra você. Você, sua pata, que não tem dinheiro nem pra pagar o gato da TV a cabo e tem que assistir Glee na GlUÓbo; fique feliz, PATA!

A Central de Comunicação da Rede Globo de Televisão, Grupo Roberto Marinho (parece nome de rico, grande, né?), confirmou que, apesar dos rumores que surgiram quando eles migraram as séries para a programação da madrugada, vai sim exibir o beijo gay que ocorre na segunda temporada da série (exibida dublada, atualmente, no canal), no episódio Never Been Kissed.

Há algum tempo, a rede de televisão decidiu que iria exibir a série musical de Ryan Murphy nas madrugadas, e frisou neste último comunicado que esta decisão não teve relação com as cenas que envolvem homossexuais na série. A-ham, Cláudia.

A nota da F5, do Folha/UOL ainda ressalta que a emissora já exibiu outros beijos gays na minissérie Queridos Amigos e no filme O Segredo de Brokeback Mountain.

SPOILER
Fica a dica que, no episódio, tocam as seguintes músicas:
One Love, Start Me Up/Livin' On a Prayer, Stop! In the Name of Love/Free Your Mind e Teenage Dream.
A parte ruim é que é aquele episódio chato dos mashups que tem em toda temporada. A parte boa é que é o debut de um LINDO! Adivinha quem?

A gente só não vai falar quem beija quem pra não estragar a alegria das pobre, né? O episódio rola na quinta-feira (16), à meia noite e meia, horário de verão. Confira logo abaixo a promo do episódio:

04/01/2012

Começou a Baixaria: vazou os participantes do BBB12

Isso mesmo, sua pata desocupada! Você! Você é quem sustenta esta m*rda! Você é quem liga, torce, assiste, briga, ama e odeia essas pragas do mundo moderno e faz a gente ter que aturar esse tipo de coisa aí embaixo por anos, mesmo após o fim do programa:
Tão LINDSAY, Paulinhão e Ariadno!
Mas como a gente nega, nega, nega, reclama, xinga, briga, odeia, mas acaba se jogando e acompanhando cada eliminação, cada prova do líder, cada votação e cada barraco, fica aí embaixo a lista dos primeiros 12 novos futuros mais odiados desse meu Braseel Varoníl.

Se joga na guilty pleasure, sua pata!










Coloquei as fotos pequenininhas pra gente não se assustar, ok? A lista completa e bonitinha você confere no site do programa.

Tem hipster, porn addicted, ator pornô, lutador de muay thai, puta, puta, gente feia, gente sarada, gente muito sarada, gente mais sarada ainda, gente burra, gente inteligente. Tudo muito parecido com a realidade do brasileiro, sabe?

Os lindos do Te Dou um Dado? já estão fazendo a listinha anual de revelações, reunindo as melhores informações e fotos de cada candidato. Checa aqui!

P.S.: Usem as fotos do Jonas com moderação, ok?

15/12/2011

Plim! Plim! - O Melhor da TV nacional (parte 4)

Pra hoje vamos para dois dos meus programas prediletos de todos que já passaram pela telinha da nossa TV aberta! Eles têm personagens elaboradérrimos, roteiros espetaculares e direção belíssima.

Queridos Amigos é um tapa na cara da sociedade, com luva de pelica, mas uma pelica tão fina que só o que deu pra sentir foi o relevo da palma da mão. É baseado num livro de Maria Adelaide Amaral, chamado Aos Meus Amigos, escrito em 1992 e adaptado para a televisão pela mesma autora.
Livro que inspirou a série.
Traz, em 2008, para a tevê um roteiro, de certa forma, simples, que segue uma tendência muito presente em várias produções da Globo na década de 2000: fatos da época da ditadura militar. Queridos Amigos conta a história de um grupo de amigos que, após anos, se reencontram. Obviamente, todos estão muito diferentes. Mais obviamente ainda, existem romances antigos e conflitos não resolvidos. Para não parar de ser óbvio, existem pessoas diferentes no grupo que não são exatamente aceitas pelo restante dele.

A reunião é culpa de Léo, personagem de Dan Stulbach, que, por um sonho e por causa de uma doença terminal, resolve reunir todos de novo. Léo, um homem muitíssimo culto, quer transformar sua morte numa obra de arte. Após essa reunião, feridas do passado se reabrem e coisas novas são descobertas. Problemas pendentes precisam ser resolvidos.



A atenção da produção com cada detalhe da cenografia, figurino e adereços reforça a credibilidade da minissérie. A produção revisou como eram até as faixas de pedestres e os orelhões de São Paulo em 1989.

A graça de Queridos Amigos está em seus personagens muito bem elaborados e complexos. O fato de ser uma fatia de uma história muito maior transforma seu roteiro, simples, em algo belo e intrigante, com muita coisa para trás que vai, aos poucos, sendo contado, e encantando e atraindo o telespectador. A caracterização foi toda pensada de acordo com o perfil desses complexos personagens.

 

O elenco, nem precisa falar, né? Para personagens tão elaborados, atores magníficos. Dan Stulbach, Deborah Bloch, Denise Fraga, Bruno Garcia, Matheus Nachtergaele, Guilherme Weber, e as revelações de Mayana Nunes, como a modelo trintona Karina e Odilon Esteves, no papel da travesti Cínthia – que deu um espetáculo, diga-se de passagem. Ainda teve as participações de Aracy Balabanian, Nathália Timberg, Juca de Oliveira e Fernanda Montenegro.

Queridos Amigos virou um amigo íntimo, com ensinamentos vindos de personagens fantásticos, com trilha maravilhosa, que entrou na nossa casa e, 25 capítulos depois, deixou saudade.

Com direção de Denise Saraceni, Maria Adelaide Amaral deu um show nesse aí!



E a segunda série do dia...

Com muito som e muita fúria, Fernando Meirelles enche nossos olhos e explode nossos cérebros com atuações espetaculares em uma minissérie com 12 episódios que nada mais é que uma saga do amor ao teatro.


Nem precisa explicar por que eu amo, não é? Teatro na televisão! Mais exatamente os bastidores do teatro; o processo de produção teatral transportado para a tevê.

Enquanto a série que inspirou Som & FúriaSlings and Arrows – tem seu título vindo do clássico “Ser ou não ser”, de Hamlet, a versão brazuca, feita em co-produção com a O2 Filmes, tem seu título de um trecho de Rei Lear. Nem na apresentação mais fiel ao texto de Romeu e Julieta, Sheakspeare não esteve tão presente.

O elenco de Som & Fúria, com a direção que teve, poderia ser mais irrelevante, mas ainda assim, Andréa Beltrão, Felipe Camargo, Pedro Paulo Rangel, Maria Flor, Daniel de Oliveira, Débora Falabella e Leonardo Miggiorin dão show! Destaque especial para a Andréa, na fala do Salgueiro, quando ela descreve a morte da Ofélia; para Daniel de Oliveira nas cenas do “se manda pro convento” e, claro, o clássico “Ser ou Não Ser” de Hamlet; Débora Falabella e Miggiorin na cena do balcão de Romeu e Julieta; e Fábio Nassar, que fez uma breve participação, mas uma belíssima atuação, na cena de Rei Lear em que o rei sabe da morte da rainha.

A intervenção do diretor da história, personagem de Felipe Camargo, e do diretor da minissérie, Fernando Meirelles, e o resultado final dessas cenas, em comparação com o que imaginamos que poderiam ser, demonstram o valor de uma direção bem conduzida; a diferença que ela pode fazer.



A história é outra coisa que pouco importa. Com a morte do diretor do Teatro Municipal (Pedro Paulo Rangel), um ator que havia abandonado os palcos no meio de uma apresentação de Hamlet, quando teve um surto psicótico, volta para dar continuidade no trabalho do falecido diretor. Como atriz principal do grupo, temos a personagem da Andréa Beltrão que sofre com a sonegação ignorância sobre os impostos que deveria ter pagado e as altas dívidas que acumulou com o fisco.


Som & Fúria é uma injeção de pura arte, direto no coração de quem é apaixonado por cênicas. Pena que não agradou o público em geral, somente os mais entendidos do assunto, e não ganhou a tão especulada segunda temporada.


E para ZORRA TOTAL do dia, aquele programa do qual não vamos falar nada por que não queremos perder tempo com ele, temos...



Os Mutantes da Record é uma das maiores vergonhas alheias da TV nacional.

14/12/2011

Plim! Plim! - O Melhor da TV nacional (parte 3)

Hoje é o terceiro dia do nosso especial, e se você não tá entendendo nada, confira aqui as partes um e dois. Vamos continuar, cremosas?

O Quinto dos Infernos tinha o Marcos Pasquim.

Ainda assim, O Quintos dos Infernos, MESMO com o Marcos Pasquim e toda aquela apelação sexual homoerótica com ele seminu a série inteira, que a gente odeia (COF! COF!), foi uma série memorável que marcou a nossa telinha.

Contando de forma bem humorada os bastidores da Independência do Brasil – uma forma de ironização de estórias vindas dos roteiros de teatro dos ano 80-90, e que acabou ficando tão cansativa e caricata que ninguém aguenta mais –, O Quinto dos Infernos transformou a corte de Dom Pedro I num inferninho, justificado especialmente pelo caricato e ninfomaníaco personagem dele, do mito, Marcos Pasquim.

Delícia! Delícia! Assim você me mata!
O Pedro da história, conta o mito, tinha priapismo (uma condição de saúde que não permite o amolecimento do pênis, após ereto) além da fama de sex-addicted. O Pedro de O Quinto é a caricatura mais forçosa disso, herdando essa condição de sua mãe, Carlota Joaquina, uma espanhola caliente que não perde tempo e tem prazer leviano a todo instante, adúltera, sem se preocupar com os sentimentos do marido.

Uma patacoada só!

O Quinto dos Infernos foi exibido no ano de 2002, com 48 episódios de 40 minutos, roteiro de Carlos Lombardi (que também escreveu SU-CES-SOS como Kubanacan, Bang Bang, Pé na Jaca e Guerra e Paz), dois desconhecidos e colaboração de Wolf Maya, direção de uns quaisquer aí, direção geral de Wolf Maya e algum desconhecido, direção de núcleo de Wolf Maya... Alguém me explica, o Wolf é passiva ou ativa pro Pasquim e pro Lombardi?


Com divos no elenco como Danielle Winits (HAHAH), Humberto “Já fui o Pasquim” Martins, Betty Lago, José “Comentarista do Oscar” Wilker, Maria Padilha, Caco Ciocler, Luana @sigapiovani, Bruna Lombardi, Eva Wilma, Carolina Ferraz, Lima Duarte, Cláudia “Prudente da Costa” Abreu, e muito mais.

Quinto foi ao ar no tempo certo, um ano mais tarde e teria sido transformado de uma avacalhação bem-vinda em uma mesmice sem fim que ninguém aguenta mais.


A segunda série desse terceiro dia é Presença de Anita.

Uma menina delicada, diabolicamente perturbada, que mexe com a virilidade de um homem mais perturbado ainda. Esta é Anita, de Presença de Anita. A personagem erotizada da estreante Mel Lisboa, criada por Mário Donato, brinca com o imaginário masculino de um José Mayer fraco para a levianidade e para a luxúria.

Para os fãs de Nabokov, é impossível não recordar da safada Lolita; Lô, pela manhã, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete; Lola ao vestir os jeans desbotados; Dolly, na escola; Dolores, sobre a linha pontilhada; mas nos braços de Humbert Humbert, sempre foi e sempre será Lolita.

Lolita... Anita. Talvez até o nome seja proposital.



Anita, embalada pela trilha romântica, na voz de Maysa, Ne Me Quitte Pas (“Não me Abandone”, em tradução livre), brinca consigo mesma em uma casa de bonecas. Uma menina que acredita que o destino impera em sua vida. Não podendo escolher seu destino, decide viver sua vida até as últimas consequências.


Se por um lado, Nando, o personagem de Mayer, quer escrever um romance e vê em Anita a inspiração ideal, na casa da frente, Zezinho (Miggiorin) descobre na menina leviana sua primeira paixão. Diante de uma estória tão encantadora, o resto do elenco faz-se dispensável.


Em 18 episódios, Manoel Carlos, adaptando o romance de Mário Donato, e Ricardo Waddington na direção, deixam em nós a vontade de que Anita esteja presente em nossa memória e em nossas casas para sempre.


Especial - ZORRA TOTAL DO DIA!

Ontem tivemos a Escolinha do Gugu, e quem vem nos envergonhar hoje éééé....


Por que, se ninguém aguenta Zorra Total, imagina um spin-off.

Até amanhã. ;)

13/12/2011

Plim! Plim! - O Melhor da TV nacional (parte 2)

Antes que muitos perguntem: vocês não vão encontrar aqui séries da Record ou do SBT, ok? Apenas programas da Rede Globo, por que este quadro foi feito com o que EU considero bom na TV brasileira e eu, até parar de ter tempo pra TV, só assistia Globo.

E pra começar nossa série especial sobre televisão brasileira, convidamos vocês a conhecer um pouco mais sobre Hoje é Dia de Maria, bebê!

A perolazinha da tevê brasileira. Uma microssérie em 8 capítulos, inspirado nas fábulas infantis que, foi tão boa e criativa que ganhou uma segunda ‘micro’ temporada, com 5 capítulos.


Abusando de cenários belos, muito jogo de luz, maquiagem fantástica, uma fotografia nunca antes feita na tevê brasileira, atuações e direção épicos, Hoje é Dia de Maria se torno referência em série-arte. Teve sua primeira temporada exibida no começo de 2005, no intervalo de verão dos seriados da Globo, e a segunda temporada em outubro do mesmo ano.

Hoje é Dia de Maria conta a história da menina Maria (Carolina Oliveira), que perdeu sua mãe e sofreu pacas nas mãos da madrasta. Foi enterrada pela velha e ressuscitada pelo pai, quando este voltou de sua viagem. Maria sonhava em conhecer as franjas do mar e viajou para realizar seu sonho. No trajeto, protegida por Nossa Senhora da Conceição, atravessa histórias fantásticas e conhece personagens clássicos da cultura popular brasileira. Dentre as aventuras que vive, defende seu amigo Zé Cangaia do Diabo Asmodeu, que lhe rouba a infância, transformando a pequena Maria na bela Letícia Sabatella, a Maria adulta.


O amado de Letícia também sofre de uma maldição, transformando-se em pássaro toda manhã. Além de Asmodeu, o diabo, o Saltimbanco Quirino também odeia o namorado de Maria, por ser apaixonado por ela, e aprisiona o coitado.

Na segunda jornada de Maria, ela viaja para a cidade, conhece seus prazeres e vê a guerra, a destruição, além de conhecer o personagem fenomenal interpretado por um magérrimo Rodrigo Santoro, com cabeça de livro.

Idealizada por 12 anos pelo seu diretor, Luiz Fernando de Carvalho, foi ao ar em comemoração aos 40 anos da Globo. Hoje é Dia de Maria dá vontade de que todos os dias sejam dela, para que possamos nos apaixonar por uma microssérie de beleza estética que lançou a arte como principal finalidade da produção, no horário nobre do canal de Roberto Marinho.


Para segunda série, seguindo a beleza estética de Hoje é Dia de Maria, temos Amor em 4 Atos.

Se eu, que amo teatro, fico apaixonado por produções da tevê que tenham uma essência muito teatral, para quem ama música, Amor em 4 Atos é a obra prima mais recente da Rede Globo.


Trazendo para a tevê histórias inspiradas em músicas de Chico Buarque de Holanda, 3 histórias, em 4 episódios, a microssérie de criação e direção de Roberto Talma traz uma belíssima e apaixonante Alinne Moraes, disparada, a estrela do show.


Inspirada em A vitrine, Construção, Mil perdões, Folhetim e Ela faz cinema, Amor 4 Atos traz Marjorie Estiano e Malvino Salvador como casal do primeiro episódio – além da paixão de Rafic (Cacá Rosset), um vendedor de comida árabe, pela voz da rádio do metrô –; Dalton Vigh, Carolina Ferraz, Gisele Froés e Dudu Azevedo num "quadrângulo" amoroso, no segundo episódio; e Alinne Moraes e Vladimir Brictha como o casal-sensação dos episódios 3 e 4, onde ele, no processo de separação do seu casamento com Camila Morgado, conhece ela, uma prostituta, e apaixona-se – acompanhados sempre da personagem de Alice Assef, uma travesti que sonha em ter seu talento para a música descoberto por algum produtor magnata italiano.


Amor em 4 Atos tem uma beleza estética digna da beleza das músicas de Chico, além de histórias e romances que honram a qualidade das músicas em que se inspira.

Não é nem preciso falar que, sendo a overdose musical que é, não erra um tiro sequer na escolha da trilha.
Amor em 4 Atos foi feito em coprodução com a RT Features e foi ao ar em janeiro deste 2011, deixando a gente com vontade de assistir um Amor em 365 atos, no ano que vem e nos seguintes. 


Especial - ZORRA TOTAL DO DIA!
Como SHAME ON YOU da telinha brazuca, temos para hoje... 
A Escolinha do Gugu!


Eu me recuso a fazer qualquer consideração sobre esta patacoada!

Vejo vocês amanhã, depois dos reclames do Plim! Plim! ;)

12/12/2011

Plim! Plim! - O Melhor da TV nacional (parte 1)

PopLoaders de plantão! Sei que eu não tenho nada a ver com tevê e séries; sei que eu deveria escrever sobre tecnologia, mas me deu vontade de falar sobre outro assunto e vocês me dão licença por que eu não sou obrigada!
Prim! Prim! TCHAN!
Nessa segunda semana de Pop Loaded eu vou trazer pra vocês um especial em 5 postagens, começando com essa, sobre séries, minisséries e seriados nacionais; algo que eu, ex-ator de teatro, sempre apreciei.

Começando pelo começo, vamos ver o que classifica um programa como série, minissérie ou seriado.

OBS: este não é um artigo científico e eu não estou nem aí se vocês sabem todas as normas técnicas da ABNT para classificar um programa ou outro em cada um desses nomes, oka? Got it? Então vamos continuar...

Séries e seriados, geralmente, são confundidos. Isso é culpa dessa juventude sedenta por entretenimento que chama de ‘série’ o que deveria ser chamado de ‘seriado’. Mentira. Apenas para fins de compreensão, vamos dizer que séries são aquelas novelas que passam nas férias dos programas semanais noturnos, da GlUÓbo, e duram de 3 a 4 meses começando às terças-feiras, depois do Big Brother. Têm episódios todos os dias da semana, com exceção do sábado, não duram tanto tempo quanto uma novela e são vendidos depois em boxes especiais que custam mais de 300 reais, pela Som Livre.

Minisséries são séries que não duram mais do que um mês. Na sede de testar vários formatos de novos programas, tentando repetir o sucesso de alguns especiais de Natal (como A Diarista), no único período que tem livre da Grande Família, durante as nossas férias de verão, a Globo tem preferido lançar várias minisséries, com histórias e formatos diferentes, no lugar de uma série apenas. Outro período em que também costumam passar minisséries são as férias de julho, por serem mais curtas.

Seriados são os nossos programas que passam semanalmente, com temporadas bem definidas, no mesmo modelo que rola com o seu Glee, ou com o Grey’s Anatomy do seu namorado, sua viada. A principal diferença dos nossos seriados para os dos norte-americanos, é a frequência dos episódios, que não fazem pausas estratégicas, como ocorre sempre por lá, nos deixando desesperados, na espera de duas, três ou quatro semanas inteiras sem novidades sobre como Meredith vai fazer pra se livrar dos pentelhos de Derek que ficaram presos em seus dentes.

Tem ainda a microssérie, que é uma alternativa ainda mais resumida da minissérie, como foram a segunda (e última) temporada de Hoje é Dia de Maria, ou a recente Amor em 4 Atos (que tem 5 episódios? Não, sua burra. Tem 4! QUATRO ATOS! PATA!).

Repetindo: essa é uma divisão que EU, no auge da minha ignorância sobre televisão e no alto do meu conhecimento sobre Administração de Empresas, faço.

Eu, o ignorante, sou apaixonado por alguns programas da TV brasileira, e vou trazer para vocês, durante essa semana, 8 séries, minisséries, microsséries ou seriados que considero verdadeiras obras de arte! Aqueles que valem a pena pagar R$ 300 por temporada/DVD da Som Livre, para guardar na prateleira, ou assinar o Viva, novo canal da Globo de velharias, e não perder um episódio sequer.