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19/03/2012

PopCast #3: Os maiores segredos da TV

Shhhh... a gente não pode falar muito alto, não. Sabe por quê? É que estamos sendo ameaçados pela -A de Pretty Little Liars. Mas ó, não vamos nos render e vamos tentar revelar sua verdadeira identidade. Ouça até o final e descubra se conseguimos (ou não) chegar vivos até lá. Além desse mistério, passamos um visto nas séries e novelas que guardaram e ainda guardam os maiores segredos da TV. Pra ouvir basta dar o play depois da imagem. Só lembrando que, se você ainda não viu nenhuma dessas produções, esse PopCast está cheio de SPOILERS. Dito isso, vem com a gente desvendar esse mistério, vem:
    

Participam: @gilmoreguy, @klausroger, @rehvivan e @suuzii

ERRATA: quando falamos de A Próxima Vítima, na verdade, o nome do ator que interpreta o assassino na reprise da novela é o Otávio Augusto e não o Luis Gustavo.

05/03/2012

Balanço final de A Vida da Gente


E é com tristeza no coração que eu digo que uma de minhas novelas favoritas de todos os tempos, A Vida da Gente, chegou ao fim. E eu ia apenas atualizar o post de sexta-feira com minhas impressões do final da história, mas, entusiasta que sou desta obra, não consegui ser sucinta e tive que recorrer à um post novo.

Como foi o final? Lindo e realista - até o ponto que uma novela pode vir a ser realista - como todo o resto da história. Pudemos ver a vida dessas pessoas que foram nossos amigos - e às vezes até parentes - tomando um rumo que nos leva a acreditar que viverão seu - ilusório - felizes para sempre.

Mas o segredo da felicidade, ao se assistir uma obra como essa, é se livrar de todo o cinismo e aceitar o belíssimo fim que nos foi apresentado. Então, me deixem ir colocar o cinismo no cabide e logo estarei de volta para contar à vocês minhas impressões sobre tudo o que aconteceu no capítulo de sexta-feira, o fatídico capítulo final.

Me sinto obrigada a começar por minha personagem - e, de quebra, atriz - favorita, Manu (Marjorie linda Estiano). Eu havia falado que Rodrigo não merecia o amor da doceira. Ao repetir estas palavras no twitter, Cristal Bittencourt - a @cristalfb, outra fã de carteirinha da Manu - respondeu que Rodrigo pode até não merecer Manu, mas ela merece tudo o que ela quiser e como o que ela quer é o Rodrigo, eles deveriam acabar juntos. Parei para refletir e cheguei a conclusão que, sim, o final perfeito para a novela é Manu e Rodrigo. Nada de Gabriel. Nada de Ana. Apenas Manuela e Rodrigo.

Para nossa felicidade, foi isso que acabou acontecendo. Ao perceber que poderia perder Manu, Rodrigo aceitou - na verdade, ele percebeu - que o amor de sua vida é a doceira e que Ana, apesar de extremamente importante em sua vida, terá apenas o papel de cunhada e primeiro amor. Já comentei no outro post sobre o talento de Eriberto Leão como ator - é o mesmo que o de um palmito, mas relevemos - e apesar disso, neste último capítulo ele foi capaz de me impressionar. Sua expressão no momento em que Gabriel percebe que não tem espaço na vida de Manu ou quando ele termina o namoro com a mãe de Júlia, foi de partir o coração. Parece que em apenas 1 mês de convívio, Marjorie Estiano conseguiu lhe ensinar uma coisinha ou duas sobre atuação. Ponto para ela!

Já Ana, depois da doença da filha, cresceu e se tornou a adulta que estava destinada a ser. Virou uma treinadora de renome nacional - e, quem sabe, internacional - e assumiu que Lúcio é o homem de sua vida. Isso estava claro desde o início, apenas ela não percebeu. Os olhares cúmplices trocados nos corredores do hospital, na última semana, evidenciavam o fato. E Ana não seria capaz de jogar fora um homem que demonstrasse tanto amor e preocupação por sua pequena - nem tanto - Júlia. Se depois de todo o clima que rolou, eles não ficassem juntos, Lícia Manzo mereceria assumir uma máscara de troll face para o resto de sua vida.

Competente como é, Lícia investiu no romance entre o delicado e amável médico e a tenista/treinadora. Agradou o público - grande parte dele, pelo menos - e agradou os atores. É, agradou os atores. Fernanda Vasconcelos, em um café da manhã com Ana Maria Braga no Mais Você - aquele programa delicioso de todas as manhãs, só que não - revelou que o final da trama foi o final que ela esperava.

Mais um ponto positivo para este final, foi que os personagens perrmaneceram os mesmos e não correram atrás da redenção. Mudanças são possíveis? Sim, elas são. Elas acontecem? Sim, acontecem. Mas nem com todos os seres humanos. Neste ponto, Lícia deu uma jogada de mestre e manteve Eva do mesmo jeito de sempre, seca com Manu - um pouco menos, mas só pelo pedido da filha amada - e extremamente amorosa e fã número 1 de Ana. Marcos continuou sendo o sonhador de sempre e até arranjou uma mulher que acreditasse em tais sonhos - até quando, eu não sei -. O melhor de tudo é que a história dele com Dora se repetiu - você não se lembra que eles se conheceram durante uma aula de natação de Sofia e Olívia? -, sendo assim, sabemos qual vai ser deste romance. Vitória também não foi atrás do amor das filhas, continuou sendo a mesma mulher rigorosa e orgulhosa que começamos a odiar logo no primeiro capítulo da trama.

Para confimar o que eu disse sobre a mudança ser possível, Nanda se tornou responsável, uma mulher de negócios e ainda uma referência materna à Francisco, filho de seu amado Lui. Lourenço, o repelente de crianças, acabou se tornando pai de Tiago, seu filho, fruto de uma negociação com seu irmão, e, de quebra, ganhou Bernardo, o filho de Celina, como mais um de sua prole. Cícero acabou aceitando a relação de sua filha Alice com seu pai biológico e superando todo o ciúme que sentia de Renato. Portanto, certas pessoas conseguem mudar, outras nem tanto.

Todas as metáforas com água, rios e afogamentos levaram a reflexões e nos fizeram lembrar dos dois momentos mais importantes da trama: o momento em que Ana e Rodrigo se assumem apaixonados e tem sua primeira noite - tarde seria mais correto - de amor e o acidente envolvendo Manu, Ana - que acabou em coma - e Júlia, que era apenas um bebê. Como a personagem de Fernanda Vasconcelos disse, um rio foi atravessado e através deste rio, vimos os personagens crescerem e evoluírem. Personagens estes que farão falta, assim como o texto, a fotografia, a direção, enfim, a novela como um todo. Espero que logo possa aparecer uma obra tão boa quanto essa. Enquanto isso não acontece, vou recordando de tudo o que aconteceu com estes seres humanos que acabaram se tornando parte da minha vida.
Um brinde à toda a equipe da novela. Esperamos vê-los em nossa tela logo menos.

02/03/2012

A vida que envolveu a gente


Hoje chega ao fim uma das histórias mais puras e bonitas que já vi, a novela das seis da Rede Globo, A Vida da Gente. Com texto de Lícia Manzo e direção geral de Jayme Monjardim, a história das irmãs Ana e Manuela encantou o público.

Sou suspeita a falar, Marjorie Estiano é uma de minhas atrizes favoritas desde 2006, quando viveu Marina em Páginas da Vida. Mas já como Natasha, em 2004, na Malhação, chamava minha atenção por sua atuação melhor que a da maioria de seus colegas de trama, vide Juliana Didone e Guilherme Berenguer, os mocinhos da trama naquela temporada. E Lícia Manzo tem minha devoção desde Tudo Novo de Novo, o seriado que passava às sextas-feiras à noite na emissora global.

A trama de A Vida da Gente é envolvente, até mesmo nos dois meses de barriga – termo usado para definir aquele momento em que não acontece nada na trama – que tivemos, ela manteve seu público. Pode ser pelo improvável triângulo amoroso, pelos personagens, ou até mesmo pela direção que ela prenda o público. Mas, para mim, o personagem principal da novela é o texto mesmo. Impecável e, de certa maneira, inovador, já que mostra uma vida mais real que as outras telenovelas. Não há um vilão caricato ou um mocinho sofredor que só alcança a felicidade eterna – que é uma utopia – no último capítulo.

Lícia nos apresenta personagens humanos, que erram e acertam, assim como nós também fazemos em nossa vida. Claro que tem aqueles personagens que erram muito mais que os outros, mas isso é apenas o reflexo de más escolhas. Até Eva e Vitória, que são consideradas vilãs, tem seus motivos para agirem do modo que fazem.

Também pôde se perceber, ao longo da novela, que essa é uma história predominantemente feminina, já que as mulheres parecem ser o centro gravitacional dos homens que estão na trama. Eles são meros coadjuvantes nas histórias apresentadas. Até mesmo Rodrigo, o eterno indeciso, perde o posto de protagonista para a Ana e Manuela e fica apenas no segundo plano.

Não há como duvidar que a história comoveu, tanto que torcidas divididas entre as irmãs se formaram. Na hora da novela, é só entrar no Twitter e ver o modo como a trama mobiliza as pessoas, principalmente o #TeamAna e o #TeamManu. E há discussões e até mesmo brigas entre ambas torcidas. O #TeamManu – sou #TeamManu para sempre S2 – diz que Ana, após acordar do coma, continua agindo como a adolescente que era antes do acidente. Já o #TeamAna – aqueles 53 dentes na boca dela me assustam – diz que Manu não tinha o direito de roubar a vida da tenista.

Foram incontáveis as belas – e comoventes – cenas que já tivemos na novela. Mas em uma pequena lista, assim, de cabeça, me lembro do momento em que Ana e Rodrigo se declararam e começaram a namorar em uma viagem, ainda no primeiro e segundo capítulos; o acidente que as irmãs sofreram e ocasionou o coma de Ana; Eva expulsando Manu de casa por ter contado a verdade sobre Julia à Rodrigo; a declaração de Rodrigo à Manu; o momento em que Ana acordou; o cinema que Seu Laudelino fechou para reconquistar Dona Iná; o épico embate entre as irmãs; Julia descobrindo que a mãe Manu seria seu “remedinho” e o momento em que Ana e Manu fazem as pazes.

Como fã e parte integrante do #TeamManu, espero, realmente, que Ana fique com Rodrigo, ele, com sua eterna indecisão e falta de amor próprio, não merece a confeiteira e deve se contentar com a tenista. Manu merece um homem de verdade e, até agora, Gabriel tem mostrado ser este homem, apesar de todas as deficiências de Eriberto Leão como ator. Julia deve continuar sendo divida pelas duas mães e pai, afinal, apesar da falta de laços biológicos, Manu é mãe da criança. Como dizem, e como mostra a discussão abordada através da personagem Alice, pai/mãe é quem cria. E, nesse ponto, Julia foi muito sortuda, tem o amor de três excelentes pessoas.

Espero que o motivo do ódio descontrolado de Eva por Manu seja explicado, afinal, existe algo aí. É impossível que uma mãe ame tanto uma filha e despreze com o mesmo fervor a outra. E que Vitória quebre logo a cara com Mariano e perceba que, apesar de ser mala e encostado, Marcos não era a péssima pessoa que ela acreditava ser.

Lícia Manzo e toda a produção da novela estão de parabéns pelo excelente trabalho. Espero que eles apareçam em minha televisão logo, logo.